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Portal Ric.com.br atende pedido da MATRIA e corrige notícia com informação prejudicial as mulheres

A MATRIA notificou a reportagem da RIC.com.br para corrigir informação equivocada e prejudicial para as mulheres.


A reportagem referia-se a um caso de uma pessoa do sexo masculino suspeita de abusar sexualmente de adolescente autista. Essa pessoa se considera travesti e embora o título da reportagem estivesse correto, ao longo do texto havia a afirmação de que a pessoa seria uma mulher: 


Uma travesti foi presa na última sexta-feira (29) suspeita de abusar sexualmente de um adolescente autista em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba. De acordo com as investigações, em um dos casos a mulher ofereceu R$ 500 reais para que um adolescente atendesse seus desejos. (...) 
No trajeto, a mulher começou a fazer insinuações sexuais para o adolescente. “Ele falou que uma pessoa começou a fazer carícias nele e mais para frente colocou a boca…chegou a praticar o sexo oral mesmo. Começamos a conversar com ele para saber em que local aconteceu e ele acabou mostrando…foi praticamente nos fundos da minha casa“, contou a mãe do adolescente.

Nosso alerta se deu em dois sentidos:


  1. Afirmar que travestis são mulheres:


Embora saibamos que há uma intensa pressão para que os veículos de mídia refiram-se as pessoas do sexo masculino como mulheres, essa equiparação de pessoas do sexo feminino com pessoas do sexo masculino sob o termo "mulher" produz desinformação sobre características importantes dos autores dos crimes. 


Já existem organizações no mundo reportando problemas de corrupção estatística, devido a ocultação do sexo das pessoas que cometem crimes sexuais, conforme foi denunciado pela organização Women are Human: o falseamento de dados estatísticos ocasionado pela inserção de sujeitos do sexo masculino nas estatísticas femininas, eleva artificialmente os dados sobre agressores sexuais "femininos". 


Nesse sentido, solicitamos que não seja utilizado o termo "mulher" para pessoas do sexo masculino. Recomenda-se, quando se fizer necessário, indicar que a pessoa se autodeclara "mulher" ou "travesti", e quando trata-se do termo "mulher trans" sempre usar aspas. 


  1. Usar pronomes femininos para pessoas do sexo masculino


Sabemos também da pressão existente para se usar pronomes errados, que não correspondem ao que os sujeitos de fato são. Pronomes não são propriedades privadas de sujeitos, que podem escolher à revelia dos acordos coletivos, normas ortográficas e gramaticais. Pronomes "ele e ela" são termos que se referem ao sexo das pessoas, e nao ao seu estado de autopercepção subjetiva. Como é alegado, falsamente, que não usar pronomes de acordo com o que a pessoa deseja seria um crime, recomendamos sempre valer-se dos recursos neutros, como "a pessoa", "o indivíduo", de forma que não se induza, equivocadamente, que uma pessoa do sexo masculino seria uma mulher.


Dessa forma, solicitamos que o portal RIC realizasse as devidas correções para que se respeite a veracidade dos fatos, o qual fomos prontamente atendidas. Agradecemos ao portal pelo compromisso coma verdade, com as mulheres e crianças!


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